quinta-feira, 24 de setembro de 2009

21 de setembro, dia nacional da pessoa com deficiência


No dia 21 de setembro celebra-se o dia nacional da pessoa com deficiência, instituído pela Lei Nº 11.133, de 14 de julho de 2005.
A escolha da data se deu pela proximidade com a primavera e o dia da árvore, numa representação alegórica de nascimento e crescimento, simbolizando assim a luta por inclusão, cidadania e participação plena na sociedade, com igualdade de oportunidades para a pessoa com deficiência.
A luta em favor da pessoa com deficiência deve ser de toda a sociedade; trata-se de uma luta por dignidade, que não deve ser confundida com caridade ou assistencialismo. É uma luta pela cidadania e pela oportunização de chances comuns a todos.
Mas para esse combate é necessário que quebremos algumas barreiras físicas e psicológicas distribuídas em dois sentidos: arquitetônicas e subjetivas-atitudinais.
Inseridas dentro das barreiras físicas estão as arquitetônicas. Trata-se de barreiras evidenciadas nos espaços físicos não pensados de forma universal e visualizadas por meio de calçadas, prédios, elevadores, banheiros e outros locais que não proporcionam livre acesso a todos.
Quanto às barreiras psicológicas, destacamos as barreiras subjetivas-atitudinais, que são internas ao ser humano. Essas são o preconceito, a discriminação e a aversão à diferença (xenofobia). São elas que geram as atitudes de discriminação por meio das quais uma pessoa é avaliada não por sua capacidade e potencial, mas, pelo contrário, pela pontuação de sua diferença, que é vista como inferioridade e incapacidade. São barreiras que estão na sociedade e que se refletem nos indivíduos em práticas socialmente discriminatórias. Essas práticas são reveladas por falas incutidas de um espírito de inferiorização do outro, como, por exemplo, em expressões como: “coitado dele!”, ou em ações conscientemente realizadas, como a não contratação de pessoas com deficiência (apenas pelo fato de serem deficientes), independentemente de sua capacidade.
Assim, para este combate em favor da pessoa com deficiência, e fundamentalmente do ser humano, é necessário requisitar do poder público que crie espaços que sejam de acesso universal e fiscalize, por meio do cumprimento de leis da iniciativa particular, o comportamento negativo, anteriormente exposto.
É também necessário quebrar as barreiras que existem em nós mesmos. E quanto a essas, só são superadas a partir de uma visão do outro como extensão de nós mesmos, por meio da aceitação incondicional e do convívio harmônico com a diversidade. É a percepção de que somos irmãos de espécie; da espécie humana.
Essa é uma luta árdua, que começa em nós mesmos, e na qual a reflexão e a criticidade são nossas amigas, bem como a vigília constante de nossas ações e das ações do outro, em busca de um mundo mais igualitário, solidário e inclusivo.

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